Entenda algumas queixas comuns do consultório em relação cabelo!
Há vários problemas  associados à nossa saúde física e emocional que podem causar problemas e alterações capilares. Claro que nem sempre um cabelo que não está saudável tem a ver com a sua saúde e as vezes trata-se apenas de uma estrutura capilar fragilizada, e isso pode ter origem genética. Vale falar com um dermatologista.

No entanto, o cabelo pode refletir, sim, uma série de alterações na saúde. Por exemplo, o hipotireoidismo pode deixar o cabelo mais frágil. Além disso, a deficiência de vitamina B, carência de ferro ou proteínas também acabam deixando o cabelo opaco e mais quebradiço.

Caspa

É o nome popular dado a dermatite seborreica. Trata-se de uma inflamação crônica, que não tem cura, não é contagiosa e também não tem a ver com falta de higiene. Essa inflamação causa uma descamação esbranquiçada ou amarelada e vermelhidão, principalmente no couro cabeludo, mas também pode atingir áreas como sobrancelhas, barba, cantos do nariz e orelhas.

Entre os sintomas mais comuns estão coceira, manchas vermelhas, irritações e até feridas. O surgimento da caspa pode ser desencadeado por predisposição genética, excesso de oleosidade no couro cabeludo, situações de fadiga ou estresse emocional, baixa temperatura, álcool, alguns medicamentos e proliferação fúngica.

Apesar de muitas pessoas não terem sintoma algum, o incômodo de ver aquelas escamações no cabelo e muitas vezes até caindo na roupa, é muito desagradável —e pode até causar vergonha prejudicando a autoestima.
A avaliação do dermatologista éimportante para definir o melhor tratamento. De forma geral, lave os cabelos pelo menos 3x por semana com xampus específicos para a dermatite. Evite lava-los com água quente ou dormir com eles molhados.

Queda de cabelo (alopecia)

A alopecia, ou apenas queda de cabelo, como geralmente a chamamos, assim como a caspa, pode estar relacionada a nossa saúde física e mental. Diariamente é comum perdermos entre 50-150 fios de cabelo. Isso acontece porque o couro cabeludo se alterna constantemente entre três fases: anágena (crescimento dos fios), catágena (pausa) e telógena (queda).

Quando o volume ultrapassa esse limite, é sinal de que algo pode estar errado com a saúde capilar. As principais causas para as quedas de cabelo são genética, nutricional, emocional, hormonal e por fatores externos.

As queixas mais comuns no consultório são a calvície (alopécia androgenética) e o eflúvio telógeno:
Alopecia androgenética: também chamada de calvície.
Ela afeta tanto homens como mulheres, embora seja mais comum nos homens acima dos 50 anos —devido, principalmente, a ação do hormônio DHT (di-hidrotestosterona), que afina os fios capilares progressivamente até começar a cair. Depois de alguns anos, a calvície já pode ser notada facilmente e os fios perdidos não nascem novamente. A mulher também produz a di-hidrotestosterona, entretanto, os hormônios femininos —estrógeno e progesterona—, protegem os folículos da ação da DHT, por isso vemos mais homens calvos do que mulheres.
As entradas frontais e a parte alta atrás da cabeça são as áreas onde os homens mais perdem cabelo. Nas mulheres, o cabelo vai ficando ralo principalmente no topo da cabeça, mas é comum uma perda difusa, que deixa todo o couro cabeludo mais aparente.
O tratamento deve ser instituído o mais rapidamente possível para se evitar uma perda definitiva dos fios e deve ser contínuo. Temos opções de tratamento tópico com o minoxidil e/ou oral com medicações anti androgênicas como a finasterida.Além disso, procedimentos no consultório como microagulhamento e domiciliar com lasers/LED podem ser associados ao tratamento.

Eflúvio telógeno

É um tipo de queda de cabelo temporário —ou seja, os fios caem cerca de 3 meses após algum fator causador, mas depois de um determinado tempo, geralmente de dois a quatro meses, param de cair e tudo volta ao normal. Por isso, no geral, o eflúvio telógeno não precisa de tratamento, porém se o paciente tiver alguma condição associada, como alopecia androgenética ou a alopecia senil (rarefação que surge após os 60 anos), é possível fazer um tratamento para recuperar o volume e o comprimento dos fios mais rápido.

É importante destacar que não há um tratamento específico, apenas algumas medicações que são estimuladoras do crescimento capilar, mas se o paciente for saudável e sem doença prévia do couro cabeludo, terá plena capacidade de recuperação. Existem dois tipos de eflúvio: agudo e crônico. O agudo está relacionado a alguma situação vivenciada recentemente, por exemplo período pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas muito restritivas que alteram a ingestão de vitaminas necessárias, anemias, diabetes mal controlada, doenças metabólicas ou infecciosas, cirurgias, especialmente a bariátrica e estresse, além de algumas medicações com efeitos colaterais na saúde capilar. O eflúvio telógeno crônico faz com que a perda dos fios se mantenha por longo período geralmente acima de 6 mese  e deve ser bem investigado .

Oleosidade, frizz, pontas duplas…

Você sabia que a oleosidade, cabelos muito secos, pontas duplas ou até mesmo o frizz também podem estar associados à saúde? A oleosidade, por exemplo, pode ocorrer por causa da dermatite seborreica, que está intimamente ligada a fatores emocionais, como o estresse.

Já a pouca produção de sebo no couro cabeludo pode ser consequência de deficiências nutricionais, anorexia nervosa, hipotireoidismo ou hipoparatireoidismo. O frizz e as pontas duplas também podem ser provenientes dessa mesma deficiência, sobretudo, da falta de vitaminas. Sendo assim, segundo os especialistas, a má nutrição prejudica muito a saúde dos fios. Cerca de 97% da estrutura dos cabelos é composta por proteínas, e os alimentos ricos nesses nutrientes são boas opções para ajudar o corpo na formação da queratina —que é a principal proteína do cabelo.

O ferro, o zinco e o selênio também são elementos importantes para a saúde capilar. Apenas em algumas situações específicas precisamos de suplementação. As vitaminas do complexo B e os minerais destacam-se entre os principais nutrientes responsáveis pelo crescimento saudável dos fios, promovem uma melhor resistência da fibra capilar e evitam que os cabelos fiquem fracos e quebradiços.

Por isso, o ideal é manter uma alimentação balanceada, variando entre diferentes tipos de verduras, legumes, frutas e grãos. Alguns exemplos desses alimentos são gema de ovo, carne vermelha, abacate, couve, rúcula, espinafre, castanhas e a soja. Todos os benefícios desses alimentos também vão para o cabelo.

 

Você já teve ou conhece alguém que sofre com alteração capilar? Deixe aqui sua dúvida e/ou comentário.

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