Entenda mais sobre a ceratose actínica, também conhecida por queratose solar

Queratose solar são pequenas manchas avermelhadas com textura áspera, ressecada, às vezes com escamas espessas e aderentes, muito frequentes no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo e no couro cabeludo de pessoas calvas ou em outras áreas do corpo expostas ao sol. As lesões geralmente são pequenas e podem ser múltiplas.

As lesões são induzidas principalmente pela radiação ultravioleta (UV) e constituem marcadores de exposição solar crônica. Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são as mais suscetíveis a desenvolver ceratoses actínicas. Porém, em raros casos, podem acometer pessoas mais jovens que têm propensão a desenvolver ceratoses, como aquelas com um sistema imunológico enfraquecido por quimioterapia, AIDS, transplantes ou, ainda, exposição excessiva à radiação.

Conforme estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, é considerada a doença de pele mais comum na faixa etária dos 65 anos ou mais.

Causam um desconforto estético, além de prurido e dor. Devem ser avaliadas pois são consideradas pré-malignas, ou seja, existe um risco dessas lesões se transformarem em um câncer da pele.

TRATAMENTO

Todos os casos de ceratose actínica devem ser tratados. Há medicamentos tópicos que podem eliminar a lesão. Eles podem ser combinados a outros tipos de terapias ou procedimentos quando necessário. Abaixo, algumas opções utilizadas na prática dermatológica:

Medicamentos tópicos –  Como 5-Fluoracil (5-FU) e Imiquimod em creme .

Criocirurgia – Aplica-se nitrogênio líquido com um dispositivo spray congelando as lesões (196°C negativos). Este método não necessita de anestesia e é bem tolerado. As lesões viram crostas e caem após alguns dias. Podem ocorrer vermelhidão e inchaço local após o tratamento. Alguns pacientes podem desenvolver uma mancha branca permanente no local.

Peeling Químico – Aplica-se um ácido sobre a pele. A técnica pode causar irritação temporária. É aplicado pelo médico em consultório e pode ser feito também pontualmente nas lesões.

Eletroterapia– Penetra e cauteriza o tecido, sem provocar sangramento. Utilizado mais frequentemente para lesões em áreas pequenas ou restritas, mas pode necessitar de anestesia local ou ocorrer perda de pigmentação definitiva.
Somente um médico poderá confirmar o diagnóstico e escolher a terapia adequada. Por isso procure um profissional de confiança.

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referência: www.sbd.org.br

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