Prurido na pele: saiba o que é

Prurido na pele ou coceira é uma queixa frequente na população. Acredita-se que 8-9% da população apresente prurido agudo e cerca de 13,5% prurido crônico, que corresponde àquele com mais de 6 semanas de duração.

Na população idosa esse número aumenta muito, podendo chegar a ocorrer em até 60% dos pacientes acima de 65 anos de idade.

O prurido está associado a um grande comprometimento na qualidade de vida, podendo ser causado não só por doenças dermatológicas mas também por doenças sistêmicas.

Entre as causas mais frequentes do prurido crônico citadas pelo último guideline Europeu publicado esse mês estão:

  • Eczema ou dermatite
  • Asma
  • Doenças do fígado
  • Aumento do índice de massa corporal
  • Ansiedade

Pode ser sintoma inicial inclusive de alguns tumores como linfoma auxiliando no diagnóstico.

Em gestantes, o prurido está presente em até 18% das pacientes. Já em crianças a causa mais comum é a dermatite atópica, cuja prevalência na população geral pode variar de 5-22% da população.

No entanto, em até 20% dos casos não se consegue detectar uma causa em um primeiro momento.

Na avaliação do prurido não se pode esquecer do uso de medicamentos que foram iniciados até 12 meses antes dos sintomas, pois podem ser os responsáveis pelos sintomas. Numa abordagem inicial recomenda-se solicitar alguns exames de sangue como hemograma, glicose, avaliação das funções da tireoide, renal e hepática.

 
TRATAMENTO

O tratamento deve ser direcionado para a possível causa como tratamentos da dermatite, suspensão de medicamentos possivelmente implicados. Deve-se sempre atentar para a hidratação adequada da pele com cremes emolientes. Anti histamínicos também podem auxiliar no controle sintomático e em casos mais resistentes até mesmo a fototerapia.

 

atualizacao-medica-Michelle Diniz

European Guideline on Chronic Pruritus –  In cooperation with the European Dermatology Forum (EDF) and the European – Academy of Dermatology and Venereology (EADV)

 

Nos acompanhe também nas redes sociais:

Facebook e Instagram.

Receba as dicas da Dra. Michelle